Tosafot
Os comentários de Rabi Shlomo Yitzhaki acerca do Talmude.
Os Tosafot, Tosafos ou Tosfot (Hebraico: תוספות) são comentários medievais sobre o Talmude. Eles tomam a forma de glossas críticas e explicativas, impressas, em quase todas as edições do Talmude, na margem externa e opostas às notas de Rashi.
Os autores dos Tosafot são conhecidos como Tosafistas (בעלי התוספות); para uma listagem, veja Lista de Tosafistas.[necessita de citação]
Significado do nome A palavra tosafot literalmente significa “adições”. O motivo do título é um assunto de disputa entre os estudiosos modernos.
Muitos deles, incluindo Heinrich Graetz, pensam que as glossas são chamadas assim como adições ao comentário de Rashi sobre o Talmude. De fato, o período dos Tosafot começou imediatamente depois que Rashi escreveu seu comentário; os primeiros tosafistas foram os genros e netos de Rashi, e os Tosafot consistem principalmente de críticas ao comentário de Rashi.[necessita de citação]
Outros, especialmente Isaac Hirsch Weiss, objetam que muitos tosafot — particularmente aqueles de Isaiah di Trani — não fazem referência a Rashi. Weiss, seguido por outros estudiosos, afirma que tosafot significa adições ao Talmude, ou seja, eles são uma extensão e desenvolvimento do Talmude. Pois, assim como a Guemará é um comentário crítico e analítico sobre a Mishná, assim são os Tosafot glossas críticas e analíticas sobre essas duas partes do Talmude. Além disso, o termo tosafot não foi aplicado pela primeira vez às glossas dos continuadores de Rashi, mas à Tosefta, as adições à Mishná compiladas por Judah ha-Nasi I. Tosefta é um termo babilônico, que em escritos de Jerusalém é substituído por tosafot.[1] Os Tosafot assemelham-se à Guemará em outros aspectos também, pois assim como esta última é o trabalho de diferentes escolas realizado ao longo de um longo período, os primeiros foram escritos em diferentes tempos e por diferentes escolas, e reunidos mais tarde em um único corpo.
Anterior Próximo